sábado, 25 de agosto de 2018

Lombalgia segundo MTC



Lombalgia é a dor na parte "inferior" das costas, ou dor lombar, a dor que se localiza em qualquer região das costas (incluindo as nádegas), abaixo da borda inferior da última costela, que está aproximadamente nivelada com o ponto B21.

A área inferior das costas é intensamente influenciada pelos Meridianos da Bexiga e do Rim:

- O Meridiano principal da Bexiga flui ao longo das costas em duas linhas.

- O Meridiano muscular da Bexiga flui nos músculos ao longo da espinha.

- O Meridiano divergente da Bexiga flui ao longo da espinha.

- O Meridiano principal do Rim flui a partir do períneo ao longo da espinha e vai para os rins e a bexiga.

- O Meridiano muscular do Rim flui ao logo da face anterior da espinha.

- O Meridiano divergente do Rim flui para cima com o Meridiano da bexiga e, no nível do ponto B 23, encontra o Vaso Dai Mai.

- O Vaso-Governador, intimamente relacionado com os rins, obviamente flui ao longo da espinha.

- O Vaso-Penetração, também originando-se entre os rins, a partir do períneo, envia uma ramificação para cima ao nível do ponto B 23.

Quando os Rins são afetados pelo Vento, há uma sensação de peso no corpo e frio na parte inferior das costas, e o paciente se sente como se estivesse sentado na água. Não há sede, a micção é normal e o apetite não é afetado, portanto a doença localiza- se no Triplo Aquecedor Inferior em oposição aos próprios Rins. Isto é devido à transpiração durante o trabalho, tornando as roupas úmidas e frias. Se esta condição persistir por longo tempo, a parte inferior das costas irá apresentar dor proveniente do Frio e haverá uma sensação de peso ao redor da cintura, como se o indivíduo estivesse carregando 1.000 moedas ao redor da mesma.

Em uma visão Oriental não existe uma doença, mas sim um doente que necessita de um tratamento geral, visando o equilíbrio do indivíduo como um todo.

O indivíduo com dores lombares deve ser avaliado por um terapeuta, fazendo o diagnóstico para saber aonde precisa ser trabalhado, que meridiano está em desarmonia, tratando a pessoa como um todo. O modelo de doença é indicado por uma desarmonia, sem equilíbrio do eixo de energia vital.

A doença instalada na fase energética devidamente tratada com estímulos energéticos positivos, a cura física, emocional e mental são muito mais prováveis, impedindo que a doença penetre no corpo biológico. Portando deve-se prevenir o aparecimento das doenças/dores, melhorando o campo energético. Quando a patologia já está instalada no corpo físico o tratamento também é possível, com o reequilíbrio energético.

Na Medicina Tradicional Chinesa as doenças, como a síndrome da dor lombar, são vistas como consequência da má distribuição de energia. Quando estimulam-se pontos específicos dos canais de energia (meridianos) desequilibrados, consegue-se harmonizar a energia, o sangue e nutrientes, fazendo-os circularem livremente, melhorando o físico, emocional e mental.

A dor na Medicina Tradicional Chinesa é resultado da insuficiência de Qi Original e Wei Qi (energia de defesa) que permitem a invasão de fatores patogênicos externos nos meridianos, o que origina obstrução de Qi e Xue (sangue), gerando estagnação, tendo como consequência a dor.

Os canais energéticos envolvidos nos problemas das costas são principalmente o Vaso Governador e o canal da Bexiga. Os principais sistemas de órgãos envolvidos são os Rins, e em menor grau, o Fígado. O Vaso Governador está envolvido pois a energia desse Vaso Maravilhoso passa no meio da coluna na pequena circulação de energia; o canal da Bexiga passa pela região lombar e é acoplado yang do Rim , que rege a coluna lombar (o Rim e a Bexiga fazem parte do elemento água, portanto regem os ossos e articulações); o Fígado está envolvido pois faz parte do elemento madeira, que rege músculos e tendões.

“ A Medicina Chinesa, por sua vez, considera a região lombar, como toda a coluna vertebral, como dependente da energia dos Rins, e estando esta deficiente surge a condição básica para que haja as alterações energéticas, funcionais e orgânicas da região, normalmente quando a deficiência do QI dos Rins está associado a patologias energéticas do Zang Fu e dos canais de energia” (YAMAMURA, p. 601, 1998).

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